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Arquivo - 2006

Notícia APCADEC/JN

Redução de stocks é cada vez mais uma prioridade.

›› Empresas nacionais têm optado pela diminuição de custos na sua gestão logística.

›› Estratégias para escoar produtos sem saída vão da redução de preços ao mecenato.

A mudança dos padrões de consumo tem alterado o modo das empresas fazerem a gestão dos seus stocks de produtos. A grande preocupação actual é diminuir custos e os produtos com menor rotação tornam-se um problema. Nos diversos sectores de actividade, a redução dos preços tem sido a principal opção para escoar stocks, mas esta não é a única estratégia.

A massificação da informação sobre os produtos e o interesse dos consumidores mudou o papel do tradicional gestor de stocks, que passou “a recolher directamente as previsões de vendas e a agilizar stocks de matérias-primas e produtos”, explica Jorge Amaro, secretário-geral da Associação Portuguesa de Compras e Aprovisionamento (APCADEC).

Para o responsável, o grande desafio está na gestão da cadeia de abastecimento, orientando-a “para um uso eficiente de armazéns e a optimização do transporte de mercadorias”, dado que os produtos menos vendidos se transformam num custo significativo para as empresas.

Por exemplo, a exposição de um produto nas prateleiras de um supermercado impede que o espaço seja rentabilizado por outro artigo. Além disso, “a colocação do produto obsoleto em espaço promocional e a sua respectiva reetiquetagem trazem ainda mais despesas”.

Estratégias adoptadas

As empresas vêem-se assim obrigadas a introduzir mecanismos para atenuar custos. As promoções e os períodos de saldos são a maneira mais comum de escoar produtos. As lojas “Outlets” e de “Hard Discount” têm também utilizado essa estratégia de preços mais baixos, com vantagens para o consumidor, mas há outros métodos que vêm a ser adoptados pelas empresas: a devolução aos fornecedores, a exposição estratégica dos artigos e o mecenato, prática que tem ganho adeptos.

Esta prática “apresenta-se como uma forma de redução de impostos, entregando o valor ao mercado”, frisa o secretário-geral da APCADEC. Por sua vez, há ainda empresas que se dedicam à aquisição e valorização de stocks, aproveitando para reutilizar/reciclar algumas embalagens e produtos.

A APCADEC prevê que, no futuro, a resolução dos problemas logísticos das empresas passará pela diversificação do processo de aprovisionamento. “Deixa-se de concentrar os produtos em armazém e loja, dando enfoque à sua movimentação (transporte), diminuindo custos em stocks”. É assim que empresas como “aAKI, Zara ou Media Markt têm assumido um papel de especialização da cadeia de abastecimento, gerindo os produtos de forma mais eficiente”, realça Jorge Amaro.

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